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Áudio relatando falso caso de meningite em Garopaba volta a circular na internet

Prefeitura desmente que a cidade tenha registrado caso de meningite nas últimas semanas. DIVE confirma que Garopaba registrou um caso no primeiro trimestre do ano.

Áudio relatando falso caso de meningite em Garopaba volta a circular na internet
(Foto: Divulgação)

A prefeitura divulgou na tarde desta quarta-feira (3) uma nota desmentindo boatos que circulam nas redes sociais sobre caso de meningite em Garopaba. Embora a cidade tenha registrado um caso no mês de março, a Vigilância Epidemiológica informa que desde então nenhum outro caso suspeito ocorreu. Quanto ao caso registrado no primeiro trimestre do ano, não há nenhuma outra informação além da confirmação da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE).

Leia também: DIVE confirma morte por meningite em Imbituba

Leia também: Meningite: “não há motivo pra pânico”

A nota, assinada pela secretária de saúde, Luciana de Abreu Corrêa, e pela Eduarda Serafim Pacheco, da Vigilância Epidemiológica, informa ainda que um áudio está circulando no aplicativo de conversa WhatsApp. Na falsa mensagem um homem relata que um amigo dele foi diagnosticado com meningite e que o paciente teria ficado durante horas no posto de saúde. No entanto, segundo o município, nenhum caso foi registrado.

Caso algum paciente seja diagnosticado ou suspeito de ter contraído a doença a prefeitura informa que estará divulgando nos canais de comunicação do governo municipal. Vale ressaltar que o caso registrado em março não teve nenhuma divulgação.

Qualquer dúvida e esclarecimento o cidadão poderá acessar a Vigilância Epidemiológica pelo telefone: 3254 8104.

Estado

Segundo DIVE, até o dia 24 de junho de 2019, foram confirmados 20 casos de doença meningocócica em Santa Catarina. Blumenau, Itajaí, Lages e Itapema concentram o maior número de casos, dois em cada município. Em Balneário Camboriú, Bombinhas, Criciúma, Fraiburgo, Garopaba, Imbituba, Jaraguá do Sul, Navegantes, Palhoça, Porto União, São Francisco e Turvo, foram identificados um caso em cada município. Três pessoas morreram.

Dos 20 casos confirmados, seis foram identificados como sendo do sorogrupo W, cinco foram do sorogrupo C e cinco do sorogrupo B. O sorogrupo Y foi identificado em apenas um caso. Em outros três casos, o sorogrupo não foi identificado.

Dos três óbitos cofirmados, duas pacientes eram adolescente com idades de 12 e 18 anos, moradoras de Imbituba e Lages, respectivamente, e um bebê de nove meses, de Jaraguá do Sul.

Onde encontramos o meningococo?

Na população, encontramos um grande número de pessoas que tem o causador da meningite meningocócica (meningococo) na sua garganta, mesmo sem ficar doente ou apresentar sintomas. Essas pessoas são chamadas de “portadores sãos”.

Os “portadores sãos” acabam por transmitir a bactéria para outras pessoas pelo contato próximo*, e essas pessoas podem acabar desenvolvendo a doença – meningite meningocócica ou mesmo a meningococcemia (forma extremamente grave com disseminação da bactéria por todo o organismo, causando manchas pelo corpo e podendo levar rapidamente ao óbito).

Quando a vigilância epidemiológica detecta um caso suspeito ou confirmado de doença pelo meningococo, utiliza um antibiótico nos contatos. Essa medida é adotada para tentar eliminar a bactéria da garganta do “portador são” que transmitiu o causador para o doente, evitando assim a transmissão para mais pessoas.

Contatos próximos são os moradores do mesmo domicilio, indivíduos que compartilham o mesmo dormitório (em alojamentos, quartos, entre outros), comunicantes de creches e escolas, e pessoas diretamente expostas as secreções do paciente.

Fique atento aos sintomas da meningite

  • Dor de Cabeça Intensa
  • Febre
  • Manchas Vermelhas
  • Vomito
  • Rigidez de Nuca

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por vírus, fungos, bactérias, protozoários e também por agentes não infecciosos. As meningites causadas por bactérias são muito graves e, se não forem tratadas a tempo, podem deixar sequelas graves e até levar a morte.

Como se pega meningite

Nem todas as meningites são transmissíveis, mas dentre as que são é de extrema importância a meningite meningocócica, na qual a transmissão ocorre por meio das vias respiratórias, no contato com secreções, gotículas do nariz e da garganta expelidas pela fala, tosse e espirro. A propagação é facilitada em ambientes fechados e/ou sem ventilação. Pessoas residentes na mesma casa, que compartilham dormitórios ou alojamentos estão suscetíveis ao contagio que também pode ocorrer em creches, escolas, acampamentos ou locais em que há aglomeração de pessoas.

Como prevenir a meningite

  • Mantenha a carteira de vacinação da criança em dia. Crianças menores de 1 ano devem ser vacinadas contra alguns agentes causadores de meningite com:
  • Vacina Pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B – recombinante e Haemophilus influenza e tipo b – conjugada): doses aos 2, 4 e 6 meses.
  • Meningocócica Conjugada C: doses aos 3, 5 e 12 meses / reforço ou dose única entre 11 e 14 anos.
  • Pneumocócica 10 Valente (previne pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo): doses aos 2, 4 e 12 meses.
  • BCG: dose única ao nascer

Todas as vacinas acima citadas estão disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde. Porém a vacina contra a meningite B, que protege contra a meningite bacteriana não tem na rede pública somente na rede privada.

  • Mantenha todos os ambientes bem ventilados e, se possível, ensolarados, principalmente: salas de aula, quartos, locais de trabalho e transporte coletivo;
  • Lave as mãos frequentemente com água e sabão;
  • Mantenha higiene rigorosa com pratos, talheres, mamadeiras e chupetas, brinquedos nas creches e escolas;
  • Evite transitar com crianças em ambientes fechados e mal ventilados.
  • Em crianças menores de 1 ano deve-se observar a presença de “moleira inchada”, choro, irritabilidade e recusa de alimentos.
  • Quanto mais cedo a doença for diagnosticada e tratada, maior chance de cura, evitando complicações.
  • Caso de presença de alguns sintomas, como dores de cabeça, febre, rigidez na nuca, vômito e manchas vermelhas na pele procure uma unidade de saúde.

Em caso de algum sintoma suspeito, procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde da comunidade ou a Policlínica Municipal.

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