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Entrevista senador: “Quero revogar a PEC da Maldade”

Professor Cabral, candidato ao Senado pelo PSOL, é natural de Florianópolis e professor aposentado da rede pública municipal. É egresso da escola pública com graduação em Artes e especialização em Música (Udesc), mestre em Teoria e Prática Pedagógica (UFSC) e doutor em  História e Historiografia da Educação (USP).

Entrevista senador: “Quero revogar a PEC da Maldade”
(Foto: Divulgação/ADI)

O que o motivou a entrar em uma campanha para o Senado?

Prof. Cabral - Estar dentro, defender propostas que entendemos como correta, como uma sociedade, diferente, mais justa e igualitária, de um Estado forte. O fato de defender um Estado forte é a condição de ser candidato. O que acredito para uma sociedade, é que ela vem do micro para o macro: o que quero para Florianópolis, quero também para Santa Catarina e para o Brasil. É difícil entrar numa disputa com quem tem muito dinheiro. Mas o fato de marcar posição e poder falar é extremamente importante.

E qual será sua prioridade, caso eleito?

Prof. Cabral - É a mesma prioridade que o partido defende. Primeira delas, a revogação da PEC que congelou os investimentos em Saúde e Educação por 20 anos, a PEC da Maldade. Acho estranho, pois os candidatos que possivelmente ganharão as eleições por Santa Catarina estão em partidos que votaram a favor dessa medida. Então, há uma contradição em dizer “mais saúde” e “mais educação” para Santa Catarina. Não existirá investimento nessas áreas simplesmente porque a PEC da maldade impede. O problema é que passaram a tratar essas áreas, de Saúde, Educação e Segurança, como um gasto. Depois passaram a tratar como investimento. E o correto é chamar de direito. São direitos fundamentais. E para garantir direitos é preciso ter recursos. A outra ação que gostaria de levar ao Senado seria defender a revogação da Reforma Trabalhista.

Por quê?

Prof. Cabral - É outra maldade absurda. Para quem é, como eu sou, funcionário do serviço público, ainda que aposentado, é visível a precarização do serviço com o terceirizado. E a culpa não é as pessoas terceirizadas. É um equívoco dizer que são trabalhadores menos comprometidos. O que há é um desestímulo. Por exemplo, o contratante, seja do espaço público ou do privado, paga R$ 3 mil e o trabalhador recebe um terço disso. Existem coisas que são pra ontem. Revogar essa legislação é uma delas. Mas também é pra ontem leis mais rígidas para garantir a proteção das mulheres e de seus filhos, quando for o caso. E também é pra colocar em pauta as questões de gênero.

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