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Estudantes e professores universitários produzem máscaras com tecnologia 3D

Equipamentos devem ser doados para profissionais da saúde que são mais expostos à contaminação. Nos próximos dias, eles devem produzir 1,2 mil peças.

Estudantes e professores universitários produzem máscaras com tecnologia 3D
Máscaras de proteção são produzidas por alunos e professores de universidades de SC (Fotos: Divulgação/Internet)

As universidades catarinenses paralisaram as atividades como medida para evitar a propagação da Covid-19. Mas nem por isso alunos e professores deixaram de trabalhar ou elaborar soluções para o combate à pandemia. É o que tem feito Gabriela Chicarelli, estudante de Design de Produto da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Desde a última segunda-feira (23), junto com colegas e professores, a jovem está imprimindo com tecnologia 3D máscaras plásticas que serão usadas por motoristas e garis. A intenção é produzir nos próximos dias cerca de 1200 itens.

Atuando para desenvolver os modelos e ajudando na coordenação da equipe, a professora do curso de Design de Produto da UFSC Regiane Trevisan Pupo organiza todos os trabalhos virtualmente. Tudo é feito de maneira remota e com equipamentos de impressão em 3D, que possam ser usados em casa. O objetivo é dar conta de produzir 200 máscaras por dia com ajuda de voluntários, alunos e professores do Laboratório de Prototipagem e Novas Tecnologias Orientadas ao 3D, o Pronto 3D.

O estopim para iniciar os trabalhos foi a constatação de Regiane de que a maiorias das máscaras produzidas por outros laboratórios eram direcionadas para as unidades de terapia intensiva (UTIs) e centros cirúrgicos. Ela percebeu que outros profissionais também precisariam de equipamentos próprios, como motoristas e garis. “Ninguém estava fazendo para eles. Eles também precisam de proteção”, justificou a professora.

Em Criciúma, a equipe do Pronto 3D instalado do Colégio, Faculdade, Extensão e Centro Tecnológico (Satc) também produz emergencialmente as máscaras. O coordenador do laboratório, Daniel Fritzen, conseguiu apoio de alunos e professores para imprimir de casa os EPIs, que serão destinados aos profissionais de saúde, que são mais expostos à contaminação.

A iniciativa em Criciúma surgiu com a demanda na cidade e foi possível a partir de experiências de outros laboratórios internacionais que também ajudaram vários países no combate à pandemia. “Com esse período de quarentena que estamos vivendo, com possível agravamento da pandemia, naturalmente nos vimos convocados a participar deste movimento”, destacou.

Do outro lado do Estado, a técnica do laboratório Pronto 3D da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), a professora Carla Secchi está verificando a possibilidade de começar as impressões nos próximos dias. Para isso, ela está buscando apoio com a universidade. A ideia é testar na próxima semana os modelos de máscaras que devem ser destinados aos profissionais da saúde, especialmente dos hospitais da região.

Para que as equipes dos laboratórios possam dar conta da demanda, é preciso apoio da comunidade. Quem tiver um equipamento de impressão 3D, para colaborar de casa com a produção, ou puder doar materiais pode entrar em contato pelo e-mail pronto3d@gmail.com em Florianópolis, para o pronto3dcriciúma@satc.edu.br no Sul do Oeste ou ainda para o pronto3d@unochapeco.edu.br no Oeste.

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