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Julio Garcia - do abatimento à indignação

O deputado Julio Garcia (PSD), presidente da Assembleia Legislativa, conversou com jornalistas na tarde desta terça-feira (15) para falar sobre seu indiciamento, pela Polícia Federal (PF), no âmbito da Operação Alcatraz.

Julio Garcia - do abatimento à indignação
(Foto: Fábio Queiroz/AgênciaAL)

O deputado Julio Garcia (PSD), presidente da Assembleia Legislativa, conversou com jornalistas na tarde desta terça-feira (15) para falar sobre seu indiciamento, pela Polícia Federal (PF), no âmbito da Operação Alcatraz. Firme em sua explanação e em suas respostas, Garcia disse que estava abatido na ocasião do "espetáculo do dia 30 de maio", quando, segundo suas próprias palavras, se supunha que era o chefe de uma organização criminosa que desviava recursos públicos do Estado. Agora o sentimento é outro: indignação. É que ele foi indiciado ao final das investigações da PF, mesmo tendo provado não estar envolvido nas irregularidades das quais está sendo acusado. O desgaste para sua imagem de homem público já é grave e a situação pode piorar. Caso o Ministério Público Federal (MPF) acate a denúncia da PF e encaminhe para a Justiça, o parlamentar passará à condição de réu. A investigação partiu de uma denúncia que apontava pagamento de propina em contratos da Secretaria de Estado da Administração. "O que é que restou de toda essa investigação? A ilação de que eu sou sócio oculto de uma empresa, sem que haja sequer uma prova neste sentido. E eu fui investigado por mais de um ano. Fiz a campanha eleitoral sob investigação. Nada foi encontrado", criticou ao afirmar que sócio oculto, da Apporti, não passa de uma "ilação vaga". "Estou sendo acusado de algo que não fiz e que não há comprovação que tenha feito. O que me resta é ter a serenidade que tive desde o dia 30 de maio para continuar me defendendo. Confio na Justiça. Tenho certeza de que ao final vou provar a minha inocência. Por quê? Porque eu sou inocente." Além de Garcia, o relatório da PF indicia outras 20 pessoas.

Falta esclarecer

No registro feito durante a entrevista coletiva à imprensa, o deputado Julio Garcia é observado pelo colega de bancada Milton Hobus e pela advogada Cláudia Bressan. Hobus representava não só o PSD, mas o conjunto dos deputados estaduais, em sua maioria manifestando apoio ao presidente da Casa. Cláudia, por sua vez, estava ali como representante de um grupo de três advogados responsáveis pela defesa de Garcia. Segundo explicou à Coluna Pelo Estado, um dos questionamentos da defesa é exatamente sobre a competência da Polícia Federal para investigar o caso e do Ministério Público Federal para dar andamento. Como foram investigados vários processos licitatórios e um deles contava com verba federal, todo o processo passou à esfera federal. Mas o cruzamento dos dados não coloca Julio Garcia entre os envolvidos e muito menos na tal licitação com verba federal. Por isso os advogados estão pedindo que a competência para análise do processo seja revista.

Quem paga? 

A investigação sobre Julio Garcia na Operação Alcatraz durou perto de dois anos. Além da quebra do sigilo bancário e da interceptação de contatos telefônicos, Garcia chegou a ser seguido. O monitoramento rigoroso foi mantido mesmo durante o período eleitoral. Qual terá sido o custo dessa operação? E quem paga por isso, especialmente se não der em nada?

Em um dos momentos em que foi mais enfático, Julio Garcia reclamou de pessoas que "brincam" com a situação. Lembrou o caso do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, que chegou a ser detido em uma investigação, e de Luiz Carlos Cancellier, reitor da UFSC que não suportou a espetacularização da Polícia Federal e optou por tirar a própria vida. "Passei pela Casan, Badesc, BESC, Tribunal de Contas. Por duas vezes presidente da Assembleia Legislativa. São 35 anos de vida pública", enumerou, apontando o prejuízo para sua imagem e o desgaste para sua família. Ainda assim, disse não acreditar em uma motivação política para a investigação que o envolve.

Pedágios 

O Deputado Federal Daniel Freitas participará de audiência com o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Mário Rodrigues, para tratar da instalação das novas praças de pedágio na BR-101, trecho Sul. A reunião está marcada para a tarde desta quarta-feira (16). Contará com a participação dos demais membros do Fórum Parlamentar Catarinense e de lideranças do Sul catarinense.

#VemFazer 

Cerca de 20 mil pessoas devem passar pelo Universo #VemFazer SESI SENAI, que congrega quatro eventos: o Torneio de Robótica Challenge SESI SENAI, as seletivas para a WorldSkills, o Inova SENAI e o Mundo SENAI. As atividades reproduzem o modelo de educação do SESI e SENAI e reúnem estudantes e professores de todo o estado. O evento será realizado no SENAI de Jaraguá do Sul, na próxima semana ( de 24 a 26). Atividades 'mão na massa', festival de drones e desafios de robôs e karts elétricos estão na programação que é gratuita e aberta ao público.

Congresso 

O economista Paulo Nogueira Batista Jr. fará a palestra de abertura do 23º Congresso Brasileiro de Economia (CBE), que começa nesta quarta (16) e segue até sexta-feira (18), em Florianópolis. Ex-diretor do FMI e do banco dos Brics, ele faz palestra sobre  Situação e Perspectivas da Economia Brasileira" e lança o livro de sua autoria -  O Brasil não cabe no quintal de ninguém.

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