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“Santa Catarina tem pressa”

Disse o governador do Estado Carlos Moisés em discurso que marcou a abertura do ano legislativo na Alesc. Leia as principais informações de bastidores da política catarinense na coluna Pelo Estado desta quarta-feira (6).

“Santa Catarina tem pressa”
(Foto: Eduardo G. de Oliveira/Agência AL)

Na tarde desta terça-feira (5), o governador Carlos Moisés cumpriu a formalidade e foi à Assembleia Legislativa para a leitura da Mensagem Anual, Recebido pelo presidente da Casa, deputado Julio Garcia (PSD), teve uma conversa reservada, mas rápida, para logo apresentar a mensagem no Plenário. Resumiu em um discurso de aproximadamente sete minutos a versão completa, de 82 folhas, entregue aos parlamentares estaduais. A leitura foi feita de um tablet e os documentos foram entregues também em meio digital, opção pelo governo sem papel que Moisés anunciou em sua primeira coletiva à imprensa. No discurso propriamente dito, nenhuma grande surpresa. Reforçou que trabalha para reduzir custos e para garantir absoluta transparência à gestão. “Conceitos que, assim como os alicerces de uma casa, servirão de base firme para sustentar a nova estrutura administrativa. São eles: transparência, integridade, eficiência, qualidade, agilidade, simplicidade e inovação”, enumerou. Em um discurso igualmente curto, pouco mais de três minutos, o presidente Julio Garcia reforçou que os projetos serão analisados normalmente, mas com liberdade e independência por parte do Legislativo. E já chamou para hoje a primeira sessão plenária de trabalho de fato, inclusive com análise de vetos feitos pelo governador. Começam também as composições das comissões permanentes. “Neste momento, a pauta mais importante é a proposta de reforma administrativa, aguardada por toda a sociedade”, destacou Garcia, que prometeu celeridade. “O governador tem pressa. Santa Catarina tem pressa.”

Definições e questionamentos

O deputado Mauro de Nadal, do MDB e primeiro vice-presidente da Casa, listou os nomes dos emedebistas que vão ocupar outras posições no Legislativo. O deputado Fernando Vampiro será o líder da bancada. Romildo Titon (foto) vai presidir a mais importante comissão, por onde entram os projetos, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele já presidiu a CCJ por seis anos e a escolha foi bem recebida inclusive por parlamentares de outros partidos. Titon domina bem a Casa, o Regimento Interno e a Constituição Estadual. Ao mesmo tempo, garante tratamento igualitário aos demais oito membros da instância.

A deputada Ada De Luca, secretária de Justiça e Cidadania no governo Raimundo Colombo/Eduardo Moreira, será a presidente da Comissão de Direitos Humanos. O novato Jerry Comper assumirá a presidência da recém- -criada Comissão de Assuntos Municipais, enquanto o também novato Fernando Krelling presidirá ou a Comissão de Relacionamento Institucional, Comunicação e do Mercosul ou a de Turismo e Meio Ambiente. Ainda há uma negociação entre partidos. Outro estreante, Volnei Weber, foi escolhido para presidir a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar.

Surpresa

O deputado emedebista Moacir Sopelsa, com mais de 40 anos de filiação e dono de quase 35 mil votos nas últimas eleições, ficou surpreso ao saber, pela Coluna Pelo Estado, que já havia uma definição sobre as presidências das comissões que caberão ao MDB. Afirmou não ter sido consultado, disse que não é convidado para as atividades da bancada e estranhou, como municipalista que é, sequer ter podido apresentar seu nome para a presidência da Comissão de Assuntps Municipais. “Mas ainda teremos votação na própria comissão”, fez questão de lembrar.

Retaliação?

Ele comentou que “esse tipo de atitude estão contribuindo para um ainda maior distanciamento” - dele em relação ao restante da bancada, à exceção do deputado Valdir Cobalchini. “Não consigo entender. É retaliação? Se isso for mesmo confirmado, vou buscar meu espaço. Mas de dentro do MDB. O partido está muito acima de tudo.”

Bancada desbancada

O trocadilho veio do deputado Valdir Cobalchini. Ele também se declarou surpreso com a lista apresentada pelo deputado Mauro de Nadal, que exclui o seu nome e o de Sopelsa. Por uma coincidência, ele estava no gabinete do deputado Fernando Vampiro, novo líder da bancada, entregando um documento em que apresenta seu nome para a presidência da CCJ. “Nos tempos de normalidade, até o dia 31 de dezembro do ano passado, eu era o vice-presidente da CCJ e presidente da Comissão de Meio Ambiente e Turismo. Agora formalizei a intenção de ascender”, explicou, de certa forma intrigado com o fato de o próprio Vampiro não ter falado sobre a escolha do nome de Titon para a posição.

Decepcionado

Cobalchini afirmou não ter qualquer confirmação em torno dos nomes ditados à Pelo Estado por Nadal. “Uma vez confirmado, fico desapontado. Decepcionado. Nunca trabalhei para nada pessoal. Mas mandato é algo sagrado. Pela terceira vez consecutiva sou o mais votado do MDB, com mais de 49 mil votos no último pleito. Não quero privilégio, mas a democracia partidária. Se continuar assim, tira o “D” e deixa só o “MB” na sigla do partido”, ironizou.

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